doces porem arduos ventos revigorantes em manhãs frias congelantes
de tanta interrogação se faz de tímida enquanto ri da cara da vida
ainda que sonhasse com o futuro, neblinas perfumadas esfumaçantes
cobririam afinal suas teorias e teses.ficariam apenas o começo do sabor
sabor de marzipã, canela em bolinho de chuva e olhos coloridos para adorar
a face de tua vontade multiplica-se em força e esperança
e olha o mundo, pro mundo como se pudesse todos os segredos dele guardar
se te acarreta a bondade gentil,não é passagem é mesmo poeril
o sonho entrelaça os dedos,corre por veias e acelera corações
outra vez aqui lutando conta sua própria lapidação,acelerando-a
mas na fundição cuidadosa,se pode ver todas suas feridas,suas ilusões
distraída com o tempo e os ponteiros se protege sem saber de quê
entre desvarios contínuos sofre calada,sofre fingida,põe máscaras
colore sua geração num estímulo à camuflagem do realismo
por isso nem se dá conta de que tantos medos fazem coragem
e toda sua beleza de flor desabrochando está em seu otimismo
mestres com espadas, abraços como escudos , páginas de companhia
ainda que gritasse, ainda que rugisse, não seria ouvida
divisão traiçoeira entre o mundo que corrompe e o mundo que ensina
faz de seus passos, saltos vagarosos em nuvens macias
cuidado,tenta,esforça,luta,respira,sorri
extratos de camomila, brancos sem fim
tudo muito misturado
dentro de mim